segunda-feira, 14 de maio de 2018

Aprender com a Biblioteca escolar - Trabalhos dos alunos de 7.º ano

Articulação com a Biblioteca Escolar - Trabalhos dos alunos

Os resultados dos trabalhos realizados pelos alunos do 7.º ano da professora Paula Lopes, podem ser vistos aqui



quinta-feira, 10 de maio de 2018

Oficina de escrita - A igualdade|desigualdade de género

Os alunos do 10.º G, deslocaram-se à Biblioteca, durante a aula de História A, para uma oficina de escrita.
Esta atividade, dinamizada pela professora Alexandra Alves, consistiu na escrita de textos de opinião sobre a igualdade|desigualdade de género.
A professora de História  contextualizou a questão no currículo da sua disciplina. No fim, debateu-se a adequação do título "Igualdade de Género", tendo o grupo concluído que é muito redutor e que o que deve ser objeto de discussão é a igualdade de direitos (questão que também está a ser estudada na disciplina de filosofia).






quinta-feira, 3 de maio de 2018

7 Dias com os Media 3 a 9 de maio 2018

A participação da Escola S/3 S. Pedro







Ver aqui

Do Telemóvel para o Mundo Pais e Adolescentes no tempo da internet

Recensão de Pedro Miranda



A condição adolescente
Apesar de continuar a ser voz corrente e de a comunicação social, não raramente, ajudar a amplificar a ideia de a adolescência ser uma época de crise para quem a vivencia, em realidade, os estudos e a investigação, desde os anos de 1980, têm demonstrado que a grande maioria dos adolescentes – 90%, segundo calcula Daniel Sampaio – adora esse período da sua vida e vive-o de forma divertida.
Podemos dizer, com a Organização Mundial de Saúde, que a adolescência termina aos 19 anos, mas especialistas há, em face das mutações cerebrais que se prolongam para lá dos 20 anos, que pretendem situá-la até aos 24 anos. O cérebro adolescente, cujo desenvolvimento apenas pôde ser estudado a partir de finais do século XX – verificando-se, então, as profundas transformações que nele ocorrem a partir dos 11/12 anos -, na sua maturação em progresso permite-nos agora perceber as raízes (biológicas) de condutas de risco adolescentes (quando, nestes, a região cerebral responsável pelo controlo ainda não está completada) ou as dificuldades de discernimento, por parte de alguns adolescentes, do impacto, nos outros, da sua forma de comunicação, ou, ainda, certas reacções intempestivas e muito emotivas face a um reparo alheio que lhes é dirigido. Diferentemente, “quando um adolescente dá um murro num colega mais novo, não é certamente só por causa da sua imaturidade cerebralEle sabe o que está a fazer e quais as consequências possíveis do seu acto. Não pode servir de desculpa o seu cérebro em desenvolvimento”.
Para além de o discurso mais ou menos catastrófico sobre a adolescência não ter grande adesão à realidade – pensem nos adolescentes à vossa volta, e em quantos são assim tão tão problemáticos -, podemos notar com o Psiquiatra e Professor Catedrático de Saúde Mental (agora jubilado), Daniel Sampaio, como outro mito domina as narrativas sobre a adolescência: a falta de tempo de qualidade, dos pais com os adolescentes, como base da falta de sucesso educativo. Estaremos, neste âmbito, perante um mito, por duas ordens de razão: por um lado, o acordar, o fim de tarde, o jantar e o deitar são momentos fortes, e suficientes, para a comunicação, partilha, transmissão de valores, afecto mútuo, entre pais e filhos; por outro, porque se tem observado casos em que em se tendo optado por uma mãe, a tempo inteiro, em casa, estas, as mães, acabam, mais cedo ou mais tarde, por se sentirem fatigadas e culpadas por qualquer insucesso dos descendentes, ao mesmo tempo que solicitam a outros a autoridade que não conseguiram conquistar junto dos mais novos.
Em Do telemóvel para o mundo – pais e adolescentes no tempo da internet, publicado agora pela Caminho, Sampaio acomete como principais objectivos de uma educação bem-sucedida, no final da adolescência, coisas como o jovem saber resolver sozinho as suas questões académicas ou profissionais; níveis adequados de auto-confiança que lhe permitam superar momentos menos bons no estudo ou no emprego; relacionamento sem ansiedade com estranhos; uma noção adequada do risco; empatia para com os outros; uma noção de ética em todas as dimensões do quotidiano, em especial nas relações interpessoais. A adolescência, uma construção cultural, período de vida entre a infância e a juventude/idade adulta, apenas com direito a um lugar específico, próprio, a partir do século XIX, com as exigências de alfabetização, escolaridade obrigatória, resposta à industrialização, é um tempo em que as preocupações com a sexualidade estão, igualmente, muito presentes: ora, como assinala Daniel Sampaio, “as escolhas sexuais terão de ser sempre escolhas morais”; em especial, convém que o início da vida sexual por parte dos jovens se dê de forma pensada, no contexto de uma relação de envolvimento afectivo, em que as relações sexuais sejam desejadas por ambos os parceiros. Na fase do «andar com» os pais devem falar do necessário respeito que uma relação séria deve implicar; da permanente necessidade de reconhecimento dos sentimentos do outro; da fidelidade inerente ao compromisso estabelecido; da utilização muito reduzida de álcool; da preservação da intimidade da relação, sobretudo em relação às redes sociais.
Finalmente, a omnipresente tecnologia. Os adolescentes consideram o e-mail ultrapassado, não marcam presença no twitter, e mesmo o tempo de entusiasmo com o Facebook parece ter ficado para trás - porque nele passou a haver demasiados adultos, demasiados familiares, demasiados professoresNão terá ficado completamente obsoleto, porque é utilizado para marcação de eventos, em especial para perceber a adesão que estes terão - e se vale a pena realizá-los (ou onde efectivá-los, em função do número de likes)Instagram, pelos vistos, é que está a dar, actualizado sucessivamente, especialmente no feminino (com o pico das 10 da noite, hora em que a maioria dos adolescentes está na net). Há pais que entram nas redes sociais dos filhos através de «truques» tecnológicos "pouco éticos". Em havendo, como deve haver, uma relação familiar de confiança, faz sentido os pais perguntarem o que os filhos colocam nas redes sociais; no entanto, se os progenitores nada questionam, mas espiam às escondidas para, a partir de aí, proibirem saídas ou impedirem jogos na net, não estão a contribuir para esse aumento de confiança mútua. "As novas formas de comunicação - refere o investigador - ao contrário do que por vezes se afirma, podem ser importantes veículos de aproximação entre pais e filhos. A partilha de uma foto, um sítio na internet que se acaba de descobrir, um sms ou mensagem pelo WhatsApp a avisar para onde se vai, são tudo oportunidades para estar mais perto, para educar e para veicular valores. A conversa formal entre pais e filhos, típica da juventude dos avós dos adolescentes de hoje, tem de ceder o lugar aos diálogos de pequena duração, tantas vezes imprevistos e improváveis, mas que podem ser carregados de significado”.

sábado, 28 de abril de 2018

Palestra sobre a Eutanásia


José João Eira, médico internista no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), veio à Escola de S.Pedro falar sobre a eutanásia. Estiveram presentes os alunos do 10.º TGEI, do 10.º G e do 9.º ano. Atividade organizada pelo Pedro Miranda que nos oferece também o texto introdutório.






A dignidade não desaparece com a doença, e a morte não vai conferir dignidade à pessoa”
O voluntarismo legiferante do poder político imiscuiu-se num santuário sagrado que o internista, diariamente antecipando, no espelho do rosto do outro, o que será, entende dever fechado à dogmática (jurídica): que é isso do “sofrimento inultrapassável”, que trespassa tanto o jovem cuja relação apaixonada declinou, quanto o doente oncológico caminhando para uma irreversibilidade dorida, como se mede, cinde (?) e (des)qualifica a dor física e psicológica, afinal “há uma escala de 0 a 10 para a dor de cabeça”, dor essa, “a mesma”, que a Renata dirá rondar o 9 e o Pedro apenas o 5? Numa palavra, como sondar, sindicar, como aquilatar e tornar “técnica” a concretização de um conceito indeterminado como “sofrimento inultrapassável” que os projectos de lei que visam despenalizar a prática da eutanásia, em Portugal, colocam como quesito a cumprir? Assim, com uma “provocação”, principiou José João Eira a conversa com os alunos do Secundário e, posteriormente, do 9º ano acerca da delicada questão do suicídio assistido.
O médico assegurou que “não há sofrimentos intratáveis” – e “eu também tenho medo de sofrer” - e que permitir a eutanásia implicaria ir contra, ou necessariamente alterar, um juramento de Hipócrates com que todos os médicos se comprometeram. Em realidade, “a morte faz parte da vida” e a retoma desta ao nosso horizonte cultural – do qual foi apagada - poderia ser determinante para que cada um fosse tudo, e todo, em cada instante. Lidar, diariamente, com a morte (“todos vamos morrer, não sei se já deram conta…”, reforçou, ironizando), como acontece a este profissional, fez com que passasse a ter “maior tolerância com os outros” e percebesse como é a solidão – “hoje os hospitais estão cheios de velhinhos deixados pelas famílias” – que gera a angústia ou o desespero aptos a progredirem para pedidos eivados de um grito que tantos se recusaram a evitar. Sim, confessa o médico: “já me pediram a eutanásia”.
A rede de cuidados paliativos do distrito de Vila Real, situada em Vila Pouca de Aguiar, dispõe apenas de 12 camas. Ao Estado fica bem mais caro alargar substantivamente esta rede do que promover a alteração legislativa em discussão, o mesmo é dizer que até razões economicistas aqui poderiam, por absurdo, ser trazidas à liça. Não, ninguém é dispensável, não pode haver descartáveis: mesmo depois de passar o período de vida activa, mesmo depois de cada um deixar de ser produtivo (economicamente), cada pessoa é necessária: “todos nós prestamos para alguma coisa. Aquele velhinho, mesmo acamado, faz falta a alguém”.
A turma do 9º ano trazia muita curiosidade e perguntas a colocar; preparou-se, fez, rigorosamente, o trabalho de casa e, por entre as boas perguntas da Catarina Monteiro, da Vânia Leitão, da Joana Ramos, da Carolina Soares ou do Gabriel Morais, o António Reis, que nas aulas se pronunciara contra a eutanásia, porque uma cura, uma descoberta científica de última hora pode salvar uma vida que se julgara fatalmente perdida – assim se indagando, no fundo, da absoluta certeza/fiabilidade de cada diagnóstico e prognóstico médicos – interrogava agora acerca do sofrimento dos doentes com Alzheimer, aqueles que pela perda da memória deixariam de ser quem eram, perdendo o sentido de unidade (o “eu”) que haviam transportado décadas a fio (assim, retomando o aluno, o questionamento do heterodoxo – em matéria de eutanásia - teólogo católico Hans Kung): “sofrem mais as pessoas que lidam com doentes com Alzheimer do que os doentes: estes, desde que os vistam, lavem, lhes dêem de comer têm o seu conforto. É quem imagina como será estar naquela posição, supondo mais do que sabendo, que mais sofrerá”, assegurou o profissional de saúde.
O médico não é a figura impenetrável e imbatida, um deus ex machina que alguns podem supor: no exercício de transmissão de uma experiência, essa única e irrepetível que toca o mistério mais denso do outro pelo qual sou responsável, há um lugar, singular e definitivo, a tarde suspensa por instantes, para o morto “que me pesa”, aquele a quem faltou dar “uma maior dose de morfina”, porque assim “acalmaria” mais intensamente o seu sofrimento, e mesmo “a mão” não amparou, dessa vez, como devia, e como sucedeu em tantas situações subsequentes – “o toque é fundamental” – o homem que sucumbiria horas depois.
Num relato genuíno e convicto – evidentemente, não apenas longe de poder esgotar todas as questões que confinam com a eutanásia, bem como de representar, por completo, a imensa pluralidade de posicionamentos que há, na comunidade médica e na sociedade portuguesa, sobre o delicadíssimo tema -, José João Eira teve duas plateias interessadas em procurar abeirar-se com maior profundidade desta questão candente que trazemos connosco e que o país discute crescentemente por estes dias.

Pedro Miranda


sexta-feira, 27 de abril de 2018

Miúdos a Votos

Está escolhido o livro mais fixe!

Dia 23 de abril, os alunos do 3.º ciclo escolheram os livros de que mais gostam. Em 1.º lugar ficou  "O Rapaz do Pijama às Riscas", seguido de "A Culpa é das Estrelas".



Atividade dinamizada pelas Professoras Leonor Pires e Teresa Bamond.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Concurso Nacional de leitura - programa


Atividades no Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor

 Do Circuito Documental ao Livro e à Leitura

Visita à Biblioteca da UTAD
Os alunos do 12º G e 10.º F deslocaram-se à Biblioteca da UTAD, na companhia das professoras Elsa Rebelo e Dores Dias para uma visita guiada pelas suas instalações. Foram esclarecidos sobre os passos que englobam toda a atividade documental desde a aquisição até à colocação nas salas de leitura. Passaram pelos laboratórios de fotografia e de filmagens. Tiveram ainda o prazer de conversar à volta dos livros com o Professor Doutor José Reis.







sábado, 21 de abril de 2018

Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor - Atividades na Biblioteca


Visita à Biblioteca da UTAD






Atividades promovidas pela Biblioteca da UTAD:


       Do circuito documental ao livro e à leitura: pretendemos com esta atividade proporcionar        uma experiência verdadeiramente singular sobre os procedimentos que englobam toda a atividade documental desde a pesquisa, seleção, solicitação, aquisição, registo e inventariação das obras nos seus diferentes formatos, passando pelo tratamento técnico e análise documental, até à difusão e colocação dos mesmos nas diferentes salas de leitura da biblioteca. Terminado o processo que se pretende dinâmico e interativo, convidam-se os estudantes a visitarem os espaços da biblioteca central, o laboratório de fotografia analógica, digital e arquivo, o laboratório de filmagens (som e imagem) facultando, deste modo, múltiplos olhares, leituras e experiências. De laboratório em laboratório pretendemos deixar uma pegada ecossistémica do mundo do livro, da leitura, da imagem, do som, da palavra.

Leituras Avulsas: Leitura de diferentes textos e sua fruição individual e/ou em grupo experiência e sentido de inclusão promovida pela mesma.

Feira do Livro: Em simultâneo, irá decorrer no amplo átrio da biblioteca, a venda de publicações da UTAD com a promoção de um desconto de 50% sobre o preço do catálogo, como forma de estimular o gosto pela leitura e pelo conhecimento.
Leva-me contigo: iniciativa associada a uma prática de economia circular, que procura promover a leitura através da troca de livros. Transformar a realidade que nos circunda numa imensa biblioteca de saberes. Esta atividade terá início no dia 23 de abril de 2018 e prolongar-se-á ao longo do ano.
  

 Miúdos a Votos - Eleições

Não percas a oportunidade de votar no livro mais fixe!



Atividades dinamizadas pela professora de Espanhol

 Leituras dramatizadas

 

sábado, 14 de abril de 2018

O Presidente da Quercus na Escola S. Pedro - Vila Real

Atividade dinamizada pelo professor Pedro Miranda



João Branco seriamente preocupado com as alterações climáticas

Presidente da Quercus na Escola S/3 São Pedro: o “fim do mundo” deslocou-se do discurso religioso para uma quase constatação “científica”

O “fim do mundo” tinha, na infância transmontana de João Branco, um frémito “religioso” que se transmutou, na idade adulta, profissional e de militante das causas da natureza em grito “científico”: a Terra, nossa Casa Comum, está em risco. E, ainda assim, paradoxais se nos apresentam as reacções tanto indiferentes – apesar de tudo, a ameaça (que paira sobre o planeta que habitamos), a muitos, ainda surge como remota - pelo menos “para si, para a sua família e comunidade” – quanto desesperadas – as consequências, da diminuição das espécies, até à falta de recursos como a água, por exemplo, adquirem, não raro, uma feição apocalíptica.
O Presidente da Quercus veio à Escola S/3 São Pedro, a 12 de Abril, fazer um balanço dos avanços e recuos que o pós-Cimeira (do Clima) de Paris (2015) tem revelado. Este é o tempo de perceber se os compromissos assinados, há cerca de três anos, têm sido cumpridos; se tais compromissos se revelam, hoje por hoje, bastantes na mitigação do aquecimento global; como reagir à denúncia dos Acordos pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, à menor ambição na diminuição de emissão de gases com efeito estufa pelo novo governo alemão, até ao espaço para algum optimismo na expansão global do aproveitamento solar.
Os alunos do 9ºano, de EMRC, haviam visto e reflectido sobre o mais recente documentário cujo argumento AlGore assinou – Um sequela inconveniente – verdade ao poder (realização de Jon Shenk e Bonni Cohen). Tomaram nota das principais linhas programáticas do importante documento do Papa Francisco, em termos ambientais, a encíclica Laudato Si. Agora, com o especialista, professor por uma tarde, powerpoint detalhado, percebiam que enquanto a selecção das espécies, descrita por Darwin, se modelava de forma “lenta”, o actual ritmo é frenético, sendo que há imensas “plantas e animais domésticos em desaparecimento”, “a variedade agrícola” está posta em causa: ora, “se houver uma doença, se eu apenas tiver um clone, e caso apareça um fungo que ataca aquela específica qualidade de feijoeiro”, por exemplo, nada mais resta. Do mesmo modo, o “solo está em perigo”, dado que se “constrói em cima de solos agrícolas” e/ou estes “são mal lavrados”. Pescamos mais peixes do que aqueles que “são regenerados de forma natural” pelo mar. A Universidade de Washington considerou, no ano passado, que a temperatura subir “apenas” 1,5 graus, objectivo de Paris para o médio prazo, é praticamente impossível. Em Portugal, o Instituto Dom Luís aponta para a subida de cerca de 5 graus para a temperatura máxima em Bragança, face aos dias de hoje, em 2100. Com a subida, imensa, da temperatura, os corais ficam em cheque. A desertificação do território português, em cerca de 30%, outro problema, que confina com a questão económica: que será da cortiça ou do vinho que tanto exportamos e que tanto emprego gera, fixando populações? Vamos precisar de nos adaptar, por um lado, e, por outro, tentar mitigar, com recurso a novas tecnologias, as alterações climáticas. É o facto de nos encontrarmos na Periferia do Sahel que faz com que Portugal e a Península Ibérica se encontrem entre os territórios mais afectadas pelas mudanças climáticas em curso. Não conhecemos, ainda, com exactidão as consequências de um aumento potencial da temperatura em 4 graus (questão que um aluno colocou), nem se a ideia de passarmos a ter “duas estações” apenas não passa de um “mito urbano” (como uma outra colega da turma questionou). Sabemos que as alterações climáticas se repercutem em ondas de calor, aumento dos níveis do mar, precipitação, temperatura, ou fogos florestais. Ou que, em Trás-os-Montes, temos 200 a 300 lobos – que se encontram, possivelmente, em risco de extinção. O planeta, hoje com 7 mil milhões de habitantes, terá 9 mil milhões em 2040/2050. Se em 2017 os recursos foram gastos até Agosto, de aí em diante tendo nós que recorrer à nossa “conta a prazo”, muito estilo de vida – da quantidade de carne que comemos, da água que gastamos, dos transportes que importa partilhar – terá que mudar, sendo que alguns não crêem, sequer, que os comportamentos individuais desempenhem aqui demasiado peso estatístico na transformação a operar (que dependerá muito mais dos compromissos dos principais Estados). Positivo, em todo o caso, perceber que Estados como a índia ou a China, que durante anos pensavam que estes compromissos nada tinham que ver com eles, hoje terem vindo à mesa das negociações e subscrito o Acordo de Paris, com mais de 170 países.
Mas pelo ritmo a que as alterações drásticas se registam, mesmo a nova viagem a Marte, prometendo colonizar um novo planeta parece ainda insuficiente para travar a nossa tendência depradadora.

Pedro Miranda



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