quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Canguru Matemático Sem Fronteiras



Participação no Concurso “Canguru Matemático Sem Fronteiras”


 
A Escola S/3 S. Pedro irá participar, uma vez mais, neste concurso, o qual se realizará no dia 15  de março, das 15 horas às 16 horas e 30 minutos.

Para que possas ir treinando e conhecer provas de anos anteriores, podes aceder à página oficial do concurso, através do endereço:
Inscreve-te junto do teu professor de Matemática.
Junta-te aos mais de 6 000 000 de participantes a nível internacional.
Participa!!!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Epistocracia

Mais uma reflexão do Pedro Miranda.





Um conjunto de politólogos viu surgir, nos últimos anos, a Epistocracia como o regime que, de algum modo, foi rivalizando, ou pode vir a rivalizar com a Democracia, em termos de atractividade para o eleitorado (note-se que 67% dos portugueses aprovam, nos mais recentes inquéritos, divulgados por Conceição Pequito, em A qualidade da democracia em Portugal, FFMS, 2018, um governo de especialistas/técnicos). Termo cunhado por Estlundespistocracia significa o governo dos sábios. Ou, mais propriamente, "um regime político é epistocrático na medida em que o poder político é formalmente distribuído de acordo com a competência, a capacidade e a boa-fé para agir com base nessa capacidade" (na definição do filósofo político Jason Brennan, em Contra a democracia, publicado pela Gradiva, em 2017).
Se os estudiosos discutem se, na RepúblicaPlatão estava a falar a sério quanto à ideia de um rei-filósofo para governar a cidade, Jason Brennan, por seu turno, garante que a epistocracia não está dependente de um rei-filósofo ou de uma classe protectora. Há várias outras formas possíveis de epistocracia, a saber:
a) Sufrágio restrito: os cidadãos podem obter o direito legal a votar e a concorrer a eleições apenas se forem considerados (por algum tipo de processo) competentes e/ou suficientemente bem informados. Este sistema envolve um governo representativo e instituições similares às das democracias modernas, mas não confere o poder de voto a todas as pessoas. Em todo o caso, o direito de voto está muito difundido, ainda que não tanto como numa democracia;
b) Voto plural: tal como numa democracia, cada cidadão tem um voto. No entanto, alguns cidadãos, aqueles que são considerados (por meio de algum processo legal) mais competentes ou bem informados, têm votos adicionais. Por exemplo, Mill defendeu um regime de voto plural. Como referido anteriormente, pensava que o envolvimento das pessoas na política tendia a enobrecê-las. Contudo, preocupava-o que demasiados cidadãos fossem incompetentes ou insuficientemente cultos para fazerem escolhas inteligentes nas urnas. Defendia, portanto, que se concedessem mais votos às pessoas com mais habilitações académicas;
c) Credenciamento aleatório: os ciclos eleitorais ocorrem como normalmente, excepto que, por norma, nenhum cidadão tem direito a votar. Imediatamente antes da eleição, milhares de cidadãos são seleccionados aleatoriamente para se tornarem pré-votantes. Estes pré-votantes obtêm o direito de votar, mas apenas se participarem em determinados exercícios de desenvolvimento de competências, como fóruns de deliberação, com os seus concidadãos;
d) Veto epistocrático: todas as leis devem ser submetidas a procedimentos democráticos por meio de um órgão democrático. Porém, um órgão epistocrático com um conjunto restrito de membros tem o direito de vetar as leis aprovadas no órgão democrático;
e) Votação ponderada/governo por oráculo simulado: todos os cidadãos podem votar, mas, ao mesmo tempo, devem preencher um questionário relativo a conhecimentos políticos básicosOs seus votos são ponderados com base no conhecimento político objectivo, talvez ao mesmo tempo que se examina estatisticamente a influência racial, do nível de rendimento, do sexo e/ou de outros factores demográficos.

Olho para estas experiências como "puramente intelectuais", académicas. No seu "excesso", elas, contudo, iluminam fragilidades de muitas das nossas democracias - o fraco empoderamento democrático de muitos dos nossos cidadãos, que não estão "bem informados", nem nunca "desenvolveram competências, como fóruns de deliberação, com os seus concidadãos", nem demonstram nenhum "conhecimento político objectivo" -, muito palpáveis no nosso quotidiano, e poderão permitir, com alguma caricatura, apontar para lugares - em particular, o momento da escola e da educação - fundamentais para que esse robustecimento democrático ocorra. Neste sentido, não vejo sequer que este conjunto de boas provocações estejam muito longe da reivindicação de cadeiras de "ciência política", digamos assim (em sentido lato), no ensino obrigatório que fizeram parte do caderno de encargos de movimentos, não conservadores, mas radicais. Iniciativas como o Parlamento dos Jovens, entre muitas outras como orçamentos participativos, etc, estão a ir nesse sentido. Há a disciplina de "Filosofia Política", no Secundário, como opcional, em algumas escolas. Mas, desde logo, tal cadeira é opcional (e, portanto, não universal).

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Internet Segura



Sabes usar a Internet de forma Segura?
Os alunos de TIC (7.º anos - A, B, C e D -, 8.º anos - A, B, C, D e E - e 10.º TGEI ) e de Aplicações Informáticas  (12.º anos  - C, D e E)  realizaram uma atividade de Kahoot, criada pela Raiz Editora, onde puderam testar os seus conhecimentos sobre a  Utilização Segura da Internet. 
E tu, fazes uma utilização segura da Internet?
Experimenta aqui a atividade:



Boas navegações e diverte-te!
Grupo de Informática

https://play.kahoot.it/#/?quizId=76039377-96f2-4d19-9f45-a05b4121345d

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Dia da Internet mais segura - 6 de fevereiro






A Escola S/3 S. Pedro associa-se às comemorações do Dia da Internet Mais Segura, que este ano se comemora no dia 6 de fevereiro, com o tema “Cria e partilha com responsabilidade: Uma Internet melhor começa contigo”.
Durante esta semana nas aulas de TIC, dos 7.º e 8.º anos e 10.º ano do ensino profissional, e de Aplicações Informáticas, do 12.º ano, vão ser realizadas ações de sensibilização para comportamentos seguros na utilização de ambientes digitais e promovidas as normas de conduta a respeitar na navegação na Internet.
As atividades irão decorrer em articulação com a Biblioteca Escolar.

Partilhamos aqui alguns materiais disponibilizados no sítio http://www.seguranet.pt/

- Pensa nos conteúdos que partilhas:
- Pensa em como te podes proteger online:
- Pensa na tua lista de contactos online:

Professoras:
Lurdes Lopes e Rosalina Reimão

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Aula Aberta


Palestra pelo Enfermeiro José Guedes sobre violência e abusos


Realizou-se esta quinta-feira, na sala 4D, pelas 17h30, uma conferência, em aula aberta de EMRC, conduzida pelo Enfermeiro José Faceira Guedes, do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTAD), especialista em saúde mental e psiquiatria, Mestre em Bioética, integrada no Projeto de Educação Sexual. 
Durante os cerca de 45 minutos da sessão, o profissional de Saúde principiou por abordar possíveis consequências, ao nível dos relacionamentos sociais, de um possível isolamento dos adolescentes, das suas práticas e conceções acerca do outro e da sua dignidade, com base em pesquisa recente, dos consumos de pornografia.
Em um segundo momento, atinente à questão dos abusos sexuais, o especialista referiu-se à frequência com que estes sucedem no seio familiar, destacando a posição de vulnerabilidade e/ou subalternidade em que, por regra, se encontra o abusado (muitas vezes, silencioso e silenciado pelo abusador). Sublinhou o conferencista, neste contexto ainda, que o abuso sexual não implica, necessariamente, um contacto físico (maxime, divulgação de fotografias com alguém despido nelas presente). A importância da denúncia, de alguém abusado não se deixar ficar isolado, contando/confiando a uma figura próxima de referência (a experiência por que passou/está a passar), igualmente destacada.
Nesta sessão, não deixou, do mesmo modo, de se alertar para relações adolescentes de tipo patológico, em namoros em que um dos membros (desse relacionamento), por uma vinculação emocional de grande intensidade, permitir ser molestada, permanecendo no relacionamento apesar dos abusos (ex:"vou continuar o namoro, se não, perco-o!"). A urgência e a capacidade de desenvolver a assertividade e dizer "não" sempre que necessário, eis a divisa deixada.






Professor Pedro Miranda

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA

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